DÍZIMO DO SENHOR
Benção
ou Maldição?
SABEDORIA
GERA CONHECIMENTO... CONHECIMENTO GERA LIBERTAÇÃO...
ESTUDANDO
AS SANTAS ESCRITURAS
By
Sidnei Barbosa
. . . D Í
Z I M O . . .
A Bíblia é uma ferramenta essencial na vida do
cristão, mas infelizmente o mundo esta ofuscando a verdade e minimizando o
tempo para lermos as Santas Escrituras. O nosso cotidiano nos afasta de Deus a
cada dia, e nossos compromissos nos deixa exaustos e sem tempo para ler. Mas na
verdade tudo isso faz parte de um plano demoníaco de afastar o homem de Deus e
nos deixando a mercê dos lobos em pele de cordeiro
Vamos agora iniciarmos um estudo completo a
cerca do Dízimo recolhido hoje em nossas igrejas. As Palavras de Deus diz que
nós erramos por não conhecermos as Santas Escrituras que nosso Pai Celeste nos
enviou.
Dízimo... Imediatamente
você poderá imaginar!... “Dez por cento dos meus rendimentos” para os cofres da
igreja. Mas, será que Deus ainda exige que pratiquemos esta ordenança do
Antigo Testamento (da qual foi instituído o dízimo), mesmo depois do sacrifício do
Senhor Jesus para remir o homem do pecado? Sim ou Não? Vamos
conhecer a verdade que envolve esta ordenança chamada “dízimo”.
Para entendermos melhor este assunto, devemos esquecer
tudo que nós aprendemos pela boca dos homens e abrir a mente para a Palavra de
Deus a fim de entender o que é Lei? Quem vive debaixo das leis dos mandamentos?
E em que tempo vivemos? E o que é Graça? Ao entendermos estes pontos estaremos obedecendo
a um dos mandamentos de Cristo! Que é!... “Manejar bem as escrituras”. João 5.39... Examinais as Escrituras, porque vós
cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam.
Segundo os registros bíblicos, podemos observar
dois concertos; um destes concertos; é a “LEI” dada por Deus há Moisés; e o
outro é a “GRAÇA” trazida por Jesus e nos revelando o evangelho...
Há primeira (a lei)... Imposta
por Deus aos pecadores injustos e que foi abolida por Cristo. O apóstolo Paulo nos diz que a Lei
fez o papel de aio para conduzir-nos a Cristo. “Aio” era o professor grego
(pedagogo) que se encarregava do ensino e da tutela das crianças numa família
de posses naquela época do NT. Enquanto menores, as crianças estavam sob a
responsabilidade do “aio” e havia o medo de desagradá-lo. Quando o menino
atingisse a maioridade, então deixaria o professor e prosseguiria, agora, num
relacionamento com o pai, na condição de filho, entretanto com maturidade,
assumindo o seu lugar na família.
Quando Jesus veio e morreu em nosso lugar na cruz
do Calvário, Ele levou sobre si as nossas culpas e nos justificou perante a
justiça de Deus. Ele nos concedeu uma nova vida e nos capacitou para vivermos
em santidade em sua presença, dando-nos o seu Espírito Santo para habitar em
nós.
A Lei, em si mesma, é boa, justa e santa, mas o
homem não foi capaz de cumpri-la por seu esforço próprio. Somente o Espírito
Santo pode nos capacitar para viver uma vida reta em santidade na presença de
Deus.
Há segunda (a graça)... Dada gratuitamente aos
homens que aceitaram a justiça de Deus somente pela fé em Jesus Cristo. “Uma
não pode conviver com a outra senão quebra o concerto e anula as promessas que
é somente pela fé”.
(II Coríntios 13.5... Examinai-vos
a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis,
quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais
reprovados.). Estas são umas das últimas perguntas que Paulo
faz em II Co 13.5... – e se nós fizermos
este teste final com a nossa fé? Será tão fácil descobrir uma fé falsa quanto
uma moeda falsificada. Se Jesus Cristo estiver em nós, então somos uma nova
criatura. Nós temos a natureza e o poder, a menos que estejamos reprovados.
Examinai-vos... Permanecem-se na fé... Nenhum
conhecimento é tão importante para o CRISTÃO como a certeza de que tem a vida
eterna. Todos os cristãos professos devem examinar a si mesmos para ver se a
sua salvação é uma realidade presente. Ref.: João 17.3—E a
vida eterna é esta; que te conheçam, a ti só, único Deus verdadeiro, e a Jesus
Cristo, a quem enviaste.
No tocante a
justiça: A justiça do homem e a de Deus – “E seja achado
nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em
Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus, pela fé” “Filipenses
3.9 – E seja achado nele, não tendo a minha justiça
que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de
Deus pela fé;. A fé nos
abre o entendimento para entendermos a real mensagem da cruz. A justiça e a
sabedoria de Deus vem até nós através de Cristo, ou seja pela Graça, a saber
pelo Evangelho de Cristo e não pela palavra e sabedoria dos homens.
A justiça do crente consiste, em primeiro lugar, em
ser perdoado do pecado, justificado e aceito por Deus, mediante a fé e não pela
lei (Torah “lei mosaica”). “Não aniquilo a graça de Deus;
porque, se a justiça provém da lei segue-se que Cristo morreu debalde, ou seja;
em vão”.
(Gálatas 2.21) – A lei praticada por Cristãos anula o sacrifício de Cristo. Se
a justiça, justificação, ou salvação viessem da lei, então a morte de Cristo
seria inútil. Já que elas não vêm de forma alguma da lei, mas pela morte de
Cristo, então sua morte foi uma necessidade e a lei é inútil no que diz
respeito à salvação.
No livro destinado por Deus aos romanos e redigido
por Paulo por volta do ano 57 d.C. nos diz: (Romanos 3.21—Mas
agora se manifestou, sem a lei, a justiça de Deus, tendo o testemunho da lei e
dos profetas, v.22—Isto é, a justiça de Deus pela fé em
Jesus Cristo, para todos e sobre todos os que creem; porque não há diferença;). (Romanos
10.4) “Porque o fim da lei é Cristo para a justiça de todo aquele que crê”. Segundo
Paulo e descrito em Romanos, a lei se encerra em Cristo que a cumpriu ao se
entregar como sacrifício real do qual os sacrifícios da lei eram meras
tipologias. A lei foi nosso professor para nos conduzir a Cristo e foi
acrescentada por causa da transgressão e para aprendermos oque é pecado, até
que Cristo viesse fazendo o pecador perceber sua necessidade de salvação.
Porém, antes de nos
aprofundarmos em nosso estudo vamos definir o que é “lei” no Antigo Testamento
e o que significa as palavras dízimo, dízima e dizimar.
A palavra Torah, traduzida por lei, significa
propriamente uma direção, que era primitivamente um ritual. Usa-se o termo, nas
Escrituras, em diversas acepções, segundo o fim e conexão da passagem em que
ele ocorre. Por exemplo, algumas vezes designa a revelada vontade de Deus (Salmos 1.2... Antes, tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e
de noite. 19.7... A
lei do Senhor é perfeita e refrigera a alma; o testemunho do Senhor é fiel e dá
sabedoria aos símplices. 119; Isaías 8.20... À Lei e ao Testemunho! se eles não falarem segundo esta palavra, nunca
verão a alva. 42.12... Deem glória ao Senhor,
e anunciem o seu louvor nas ilhas. Jeremias 31.33... Mas este é o concerto que farei com a casa de Israel,
depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei a minha lei no seu interior, e a
escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.). Também
significa a instituição mosaica, como distinta do Evangelho (Matheus 11.13—Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João. 12.5— Ou não
tendes lido na lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado, e
ficam sem culpa? João 1.17—Porque a lei foi dada por Moisés; a
graça e a verdade vieram por Jesus Cristo. Atos dos Apóstolos 25.8— Mas
ele, em sua defesa, disse: Eu não pequei em coisa alguma contra a lei dos
judeus, nem contra o templo, nem contra César.), e por isso frequentes vezes se
considera a lei de Moisés como sendo a religião dos judeus (Matheus 5.17—Não cuideis que vim destruir
a lei ou os profetas: não vim abrogar, mas cumprir.).
Aos Hebreus 9.19—(Porque, havendo Moisés anunciado a todo o povo todos os
mandamentos segundo a lei, tomou o sangue dos bezerros e dos bodes, com água,
lã purpúrea e hissope (Instrumento com
que asperge água benta aos fiéis), e aspergiu tanto o mesmo livro como todo o
povo; 10.28—Quebrantando
alguém a lei de Moisés, morre, sem misericórdia, só pela palavra de duas ou
três testemunhas.).
Outras vezes, num sentido mais restrito, significa
as observâncias ritualísticas ou cerimoniais da religião judaica (Efésios 2.15—Estando nós ainda mortos em
nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos); Aos Hebreus 10.1—PORQUE, tendo a lei a sombra
dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos
sacrifícios, que continuamente se oferecem, cada ano, poderá aperfeiçoar os que
a eles se chegam.).
Observação: Ordenança = Lei, ordem, obrigação...
Ao aterem à carta de Paulo aos
Coríntios eles como nós nos dias atuais, ignoramos o que esta escrito; e com
isso serramos nossos olhos para a luz de Cristo. Eles como nós ficamos cegos
para o fato de que a antiga aliança foi revogada e abolida. Muitos Cristãos
estão igualmente cegos para o fato de que a antiga aliança foi revogada e
abolida. (II Coríntios 3.14 — Mas os seus sentidos foram endurecidos,
porque, até hoje, o mesmo véu está por levantar na lição do velho testamento, o
qual foi por Cristo abolido;) – veja, Jesus cumpriu todas as leis do velho
testamento, e não há contradição quando diz em Mateus 5.17...: “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim ab-rogar(tirar), mas cumprir”... Jesus falava d’Ele, pois ele cumpriu toda a
lei por nós, porque para nós era impossível cumpri-las, são mais de 600
(seiscentas) leis, e só Deus pôde cumpri-las.
Observação: Quem permanece na obediência a
lei, acaba vivendo debaixo de maldição, e tem ao Senhor Deus como mentiroso,
pois ele afirmou que é impossível para o homem cumpri-las. Veja: “Todos aqueles, pois que são das obras da lei estão
debaixo da maldição, porque escrito está: maldito todo aquele que não
permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las (Gálatas 3.10). “conforme a mais severa seita da
nossa religião vivi fariseu” (Atos 26.5... Sabendo
de mim, desde o princípio (se o quiserem testificar), que, conforme a mais
severa seita da nossa religião, vivi fariseu. —segundo registros no livro do
Senhor que fora registrado por Lucas, diz que; Lucas sendo judeu, viveu e vivem
dentro de uma seita e na lei, portanto debaixo de maldição.
Observação: Há permanência e a obediência
de qualquer uma lei do velho testamento; implicará em maldição pra vida do
seguidor, pois Cristo veio para cumprir toda a lei que para o homem era
impossível. Se seguir uma destas leis, e não as outras, implicará em maldição. Se
aderir a uma a pessoa deve cumprir as mais de 600 leis existentes no Antigo
Testamento.
Vejamos: Qual é o significado
das palavras Dizimo; Dizima e dizimar; em consulta aos dicionários da língua
portuguesa.
*Dízimo: A décima parte.
*Dízima: Contribuição ou imposto equivalente à
décima parte dos rendimentos.
*Dizimar: Destruir, exterminar.
Ao lermos os textos bíblicos e históricos do velho
testamento, veremos que dízimo é a décima parte (de qualquer coisa) menos dos
seus rendimentos. Porque a fração equivalente a dez por cento dos rendimentos
chama-se dízima. Porque então os pregadores pedem dízimo? A confusão começa por aí, porque na lei de Moisés, a qual foi
por Cristo abolida (Hebreus
7.12,18,19), o dízimo nunca foi dinheiro para os cofres das igrejas. Os
dízimos aos levitas eram dez por cento das colheitas dos grãos, dos frutos das
árvores e da procriação de animais que nasciam no campo em um determinado
período. Resumindo: O dízimo era alimento destinado a suprir as necessidades
dos levitas que não tinham parte nem herança na terra prometida.
Observemos um exemplo e uma prova escrita que
dizimo não é; e nunca foi dinheiro:
Deuteronômio 14.24—E, quando o caminho te for tão comprido que os não possas levar os dízimos,
por estar longe de ti o lugar que escolher o Senhor, teu Deus, para ali pôr o
seu nome, quando o Senhor, teu Deus, te tiver abençoado,
25—Então vende-os, e ata o dinheiro na tua mão, e vai ao
lugar que escolher o Senhor, teu Deus; 26—E
aquele dinheiro darás por tudo o que deseja a tua alma, por vacas, e por
ovelhas, e por vinho, e por bebida forte, e por tudo o que te pedir a tua alma:
come-o ali, perante o Senhor, teu Deus, e alegra-te, tu e a tua casa
27—Porém, não desampararás ao levita que está dentro das
tuas portas; pois não tem parte nem herança contigo.
Considere a profundidade do texto bíblico onde o
Senhor evidencia que, se o lugar que escolheu o Senhor teu Deus, para levar o
seu dízimo, for tão longe que
não os possa levar, Ele
instruiu, que o seu dízimo deveria ser vendido, e o dinheiro atado na tua mão,
(observe que não é na mão de nenhuma outra pessoa), ir ao lugar que escolheu o
Senhor, e comprar o que a tua alma desejar, para ali fazer habitar o nome do
Senhor Deus. Portando amados, se o dízimo fosse dinheiro, o Senhor
não iria mandar vender o que já era espécie.
O dízimo na lei de Moisés nunca foi oferecido
da forma como está sendo feito hoje, porque o dízimo foi destinado
para suprir as necessidades dos levitas, mas hoje, não há mais a personagem
representativa do levita entre nós. Porém, alguém poderá apontar para Malaquias 3.10 tentando justificar
que fora ordenado ao dízimo, ser levado para casa do tesouro. E na
verdade foi, pois é Lei e Lei deve ser cumprida. E mais; na época o
descumprimento da lei tinha uma punição é era a morte.
No entanto se meditarmos nos livros de II Crônicas 31.5-12 e Neemias 12.44-47.
Vamos entender melhor o porquê Malaquias mandou levar o dízimo a casa do
tesouro.
Disse o Senhor: Para que haja mantimento na minha casa. E o que é
mantimento? Aquilo que mantém provisão, sustento, comida, dispêndio,
gênero alimentício, etc. Ainda em II
Crônicas 31.13-19, a lei menciona que o dízimo era partilhado às
comunidades dos levitas que trabalhavam nas tendas das congregações, segundo o
ministério que cada um recebera do Senhor.
Hoje o dízimo está sendo direcionado para o líder
ou para o dono da igreja, para bancar televisões, empresas, casas, carros,
Iates, etc... Como também a cúpula de organizações religiosas, onde ninguém
mais sabe a que fim se destina esse montante. Enfim, o dízimo não foi criado
para assalariar o dirigente da igreja ou para prover as despesas pessoais
desses, nem tão pouco para realizar obras missionárias ou para construir
templos.
OS
DÍZIMOS ANTES DA LEI...
O DÍZIMO DE ABRAÃO - Gênesis 14.18-20: Abraão deu o dízimo dos despojos da guerra ao Rei Melquisedeque, sacerdote do
Deus altíssimo, e foi por ele abençoado, por sua voluntariedade.
O DÍZIMO DE JACÓ - Gênesis 28.20-22: Jacó fez um voto ao Senhor, prometendo dizimar
tudo quanto ganhasse se em sua jornada fosse por Ele protegido e abençoado.
Em ambos os acontecimentos, não há registro na
palavra que tenha havido ordenanças para entregar a dízima ou dizimo.
Especificamente nesses casos, os dízimos foram oferecidos de forma voluntária,
espontânea, ou por voto, em retribuição e agradecimento, honra e glória ao
Senhor Deus, pelas bênçãos recebidas e pelas vitórias conquistadas.
E podemos tomar como exemplos estas iniciativas e fazermos
o mesmo na casa do Senhor hoje; na forma de voto ao Senhor de entregar 10% das
suas rendas aos cofres da igreja como oferta especial e mensal. Sem obrigações
e sem medo. O pregador que chama um Cristão da nossa era de ladrão está
ofendendo e julgando o irmão e pagará caro por essa mentira.
Assim sendo, hoje não se pode tomar como exemplo
Abraão e Jacó, como fundamento para implantá-los como regra geral de doutrina
na igreja, com o propósito de receber bênçãos e salvação, em nome de uma lei
que fora por Cristo abolido. A salvação é individual e depende da sinceridade
do coração de cada um.
O DÍZIMO PELA LEI...
Números 18.21-26: O pagamento
do dízimo foi ordenado pela lei do Antigo Testamento, e tinha caráter de
caridade, pois a sua principal finalidade era suprir as necessidades dos
Levitas que não tinham parte nem herança na terra prometida, e também dos
estrangeiros, órfãos e viúvas. Mesmo hoje com a obrigatoriedade do “Dízimo”,
ainda sim pedem alimentos para confecção de cestas básicas.
Deuteronômio 14.29: Então virá o
levita (pois nem parte nem herança têm contigo), e o estrangeiro, e o órfão, e
a viúva que estão dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ão; para
que o Senhor teu Deus te abençoe em toda a obra das tuas mãos que fizeres.
Está na palavra, o dízimo foi criado por Deus, com
a finalidade exclusiva aos Levitas e como caridade aos necessitados, hoje é
empregado para outros fins, diverso daquele que o Senhor ordenou. Mas, ainda
que os dirigentes das igrejas revertessem todo tributo dos dízimos e ofertas em
obras sociais, ainda não estavam em conformidade com a palavra do Senhor, pelo
fato do dízimo ter sido abolido por Jesus juntamente com toda lei mosaica.
Ref.: (Hebreus
7.5—Pois os que, de entre os filhos de Levi,
recebem o sacerdócio, têm ordem, segundo a lei, de tomar o dízimo do povo, isto
é, dos seus irmãos, ainda que tenham saído dos lombos de Abraão.
6—Mas aquele, cuja
genealogia não é contada entre eles, tomou dízimos de Abraão, e abençoou o que
tinha as promessas. 7—Ora, sem contradição alguma, o menor é abençoado pelo maior.
8—E aqui, certamente, tomam dízimos
homens que morrem; ali, porém, aquele de quem se testifica que vive.
9—E, por assim dizer, por
meio de Abraão, até Levi, que recebe dízimos, pagou dízimos.
10—Porque, ainda ele estava
nos lombos do seu pai, quando Melquisedeque lhe saiu ao encontro. 11—De sorte que, se a perfeição fosse pelo
sacerdócio levítico (porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade
havia, logo, de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque,
e não fosse chamado segundo a ordem de Aarão? 12—Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz,
também, mudança da lei.
A caridade ou amor ao próximo é algo muito
profundo, individual e intransferível, é uma obra entre você e o Senhor teu
Deus. Ref.: Mateus 6.1—GUARDAI-VOS de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes
vistos por eles: aliás não tereis galardão junto do vosso Pai que está nos céus.
2—Quando, pois, deres
esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas
sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo
que já receberam o seu galardão. 3—Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a
tua direita; 4—Para
que a tua esmola seja dada ocultamente: e teu Pai, que vê em segredo, te
recompensará publicamente.
Outro detalhe interessante que precisamos observar
é: quando o dízimo foi instituído pela lei (Números 18.20—Disse,
também, o Senhor a Aarão: Na sua terra, possessão nenhuma terás, e no meio
deles, nenhuma parte terás: eu sou a tua parte e a tua herança, no meio dos
filhos de Israel. 21—E eis que aos filhos de Levi tenho dado todos os dízimos em Israel por
herança, pelo seu ministério que exerce, o ministério da tenda da congregação.
22—E nunca mais os filhos de
Israel se chegarão à tenda da congregação, para que não levem sobre si o
pecado, e morram. 23—Mas os levitas administrarão o ministério da tenda da congregação, e
eles levarão sobre si a sua iniquidade: pelas vossas gerações, estatuto
perpétuo será; e no meio dos filhos de Israel, nenhuma herança herdarão.
24— Porque os dízimos dos filhos de Israel,
que oferecerem ao Senhor em oferta alçada, tenho dado por herança aos levitas;
porquanto eu lhes disse: No meio dos filhos de Israel, nenhuma herança herdará.
Com a finalidade de manter os
filhos de Levi que administravam o ministério nas tendas das congregações, os
quais não receberam parte nem herança na terra prometida, (Números 18.24”b”), o Senhor declarou
que os filhos de Levi não teriam nenhuma herança no meio dos filhos de Israel. Como
também foram ordenadas as demais tribos de Israel, que dizimassem aos Levitas,
o necessário para a manutenção cotidiana, porque não possuíam nenhuma herdade.
Hoje, a situação está a revés da Palavra, os trabalhadores, a maioria deles
assalariados, ofertam o dízimo para os que vivem sem trabalhar, e em abundância
de bens.
O DÍZIMO NO EVANGELHO DE CRISTO...
No Evangelho de Cristo e redigido por Marcos 16. 15—disse Jesus: Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a
toda à criatura. 16—Quem crer e for batizado, será salvo, mas quem não crer será condenado.
Observem que o Senhor Jesus mandou pregar o Evangelho; para que crendo, recebamos a salvação (I Coríntios 15.1—TAMBEM vos notifico, irmãos, o evangelho
que já vos tenho anunciado; o qual também recebestes, e no qual também
permaneceis. 2—Pelo qual, também, sois salvos, se o
retiverdes tal como vo-lo tenho anunciado, se não é que crestes em vão).
Esse foi o propósito do Senhor ao oferecer o seu
sangue em sacrifício vivo. E onde está a ordenança para o dízimo, senão no Antigo Testamento?
Porque então o homem persiste em pregar e manter as ordenanças da lei, as quais
foram por Cristo, abolidas? Pregar a velha aliança é exumar uma lei sucumbida e
mutilar o Evangelho de Cristo, sobrecarregando as ovelhas do pesado fardo que
Cristo levou sobre si. No Evangelho de Cristo Ele nos ensina a exercitar a piedade, nos ensina a orar, a
jejuar (Mateus 6.1 a 18), e uma
infinidade de outros ensinamentos, porém nas duas únicas vezes que Ele referiu-se aos dízimos, foi com censura.
Vejamos:
Mateus 23.23... “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Que dizimais a hortelã, o
endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a
misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas e não omitir aquelas”.
Fica claro neste versículo que o dizimo é uma ordenança
da lei. Alguém poderá considerar que Jesus ordenou que se dizimássemos, porque
Ele disse: Deveis fazer estas coisas. Vamos buscar o entendimento
espiritual na palavra do Mestre: Jesus era um judeu, nascido sob a lei (Gálatas 4.4—Mas,
vindo à plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido
sob a lei). Portanto, viveu Jesus na tutela da lei de
Moisés, reconhecendo-a, e disse dessa forma, pela responsabilidade de cumprir a
lei.
Vejamos: O relato de Jesus em Mateus 5.1... “Não
cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim abrogar, mas cumprir”.
18—Porque, em verdade vos
digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da
lei, sem que tudo seja cumprido.
E verdadeiramente Ele cumpriu toda a lei. Foi
circuncidado aos oito anos, foi dizimista, foi apresentado na sinagoga (Lucas
2. 21-24), assumiu o seu sacerdócio aos trinta anos (Lucas 3.23, Números 4.43,
47), curou o leproso e depois o mandou apresentar ao Sacerdote a oferta que
Moisés ordenou (Mateus 8.4—Disse-lhe, então, Jesus: Olha, não o digas
a ninguém, mas, vai, mostra-te ao sacerdote, e apresenta a oferta que Moisés
determinou, para lhes servir de testemunho. Levítico 14.1...), e cumpriu outras formalidades
cerimoniais da lei.
Porém, quando Cristo rendeu o seu espírito a Deus na
cruz do calvário, tudo se fez novo, apartir daquele momento mudavasse o
sacerdócio. (Mateus 27.50—E Jesus, clamando outra vez com grande
voz, rendeu o espírito, 51—
E eis que o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo; e tremeu a
terra, e fenderam-se as pedras.), o véu do templo rasgou-se
de alto a baixo.
Para entendermos de uma vez por todas a diferença entre Lei e Graça,
devemos entender esta simbologia do véu... Este véu fazia a separação do
santo lugar e o santo dos santos, este véu vedava o caminho à presença de Deus
(Não
temos certeza a que um côvado se compara em metros e centímetros, mas podemos
supor que esse véu tinha mais ou menos 18 metros de altura). O historiador
também nos diz que o véu tinha 12 cm de espessura, e que cavalos puxando o véu
dos dois lados não podiam parti-lo. A narrativa no livro de Êxodo nos ensina
que esse grosso véu era feito de material azul, roxo e escarlate e de linho
fino torcido.
Com a morte de Cristo o véu se rasgou simbolizando a separação do velho e do novo, abrindo um caminho direto a Deus, abrindo passagem a todos os que creem em Cristo e não apenas os sacerdotes, mas todos nós passamos a viver pela graça do Senhor Jesus, encerrando-se ali, toda ordenança da lei de Moisés, dando inicio a uma nova era, à era da “Graça” através do Novo Testamento, o Evangelho da salvação do Senhor Jesus Cristo.
O que precisamos entender de uma vez por todas, que
Cristo não veio a ensinar os Judeus a viverem bem a Velha Aliança, pois Jesus disse: (João 13.34—
Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos
amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis.) E, se as
justiças provem da lei, segue-se que Cristo morreu em vão (Gálatas 2.21—Não
aniquilo a graça de Deus; porque, se a justiça provém da lei, segue-se que
Cristo morreu debalde.).
Em Mateus
5.20 disse Jesus: Se a
vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis
no Reino dos céus. Observem que o Senhor Jesus Cristo mandou
justamente os escribas e fariseus (os
quais o Senhor sempre os tratava por
hipócritas, falsos) que cumprissem a lei de Moisés, lei que
ordenava o dízimo.
Nós porém, para herdarmos o reino dos
céus, não podemos de forma alguma voltar no ritual da lei Mosaica como faziam
os escribas e fariseus, com hipocrisia, mas precisamos exceder essa lei, a qual
foi por Cristo abolida. O amor, a graça e a paz do Senhor Jesus
excede a lei de Moisés e todo entendimento humano.
A Segunda vez que o Senhor Jesus referiu-se ao
dízimo, foi na Parábola do Fariseu e do Publicano (Lucas 18.9 a 14) e outra vez censurou os dizimistas. Tomou como
exemplo um homem religioso, que jejuava duas vezes por semana e
dizia ser dizimista fiel, porém, exaltava a si mesmo e humilhava um
pecador que suplicava a misericórdia do Senhor. Isso acontece hoje
exatamente da mesma forma, muitos ainda exaltam-se dizendo: “Eu sou dizimista
fiel”, mas nesta narrativa alegórica, o Senhor Jesus Cristo
exemplificou que no Evangelho não há galardão para os dizimistas fieis, ao contrário; Jesus
sempre os censurou.
A ABOLIÇÃO DOS DÍZIMOS...
Hebreus 7.5: E os que dentre os filhos de Levi receberam o sacerdócio tem ordem,
segundo a lei, de tomar os dízimos do povo, isto é, de seus irmãos, ainda que
tenham saído dos lombos de Abraão. Observe, a palavra afirma
que Moisés deu uma lei ao seu povo, a qual é direcionada aos filhos de Levi,
especificamente aos que receberam sacerdócio para trabalhar nas tendas das
congregações, os quais têm ordem segundo a lei de receber os dízimos dos
seus irmãos.
Agora note o relato do versículo 11: Hebreus 7.11: De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (porque sob
ele o povo recebeu a lei), que necessidade havia, logo, de que outro sacerdote
se levantasse, segundo a ordem de Melquisedec, e não fosse chamado segundo a
ordem de Aarão? (Uma menção a Moisés, o qual introduziu a lei ao
povo). Hebreus 7.12: Porque mudando-se o sacerdócio,
necessariamente se faz também mudança na lei. Melquisedec não exigiu
dizimo, ele aceitou o dízimo voluntario de Abraão. Da mesma forma deveria
funcionar hoje nas igrejas, o cristão verdadeiro daria voluntariamente seus 10%
sem retaliação ou sem medo de ser chamado de ladrão. No evangelho de Cristo
diz: Cada um contribua, segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou
por necessidade, porque Deus ama ao que dá com alegria.
Mudança na
lei e no sacerdócio... A ordem sacerdotal segundo Arão agora foi
revogada, para dar lugar ao sacerdócio original que a precedeu – a ordem de
Melquisedeque. Isto gerou necessidade de mudança na lei e a consequente
abolição de todos os seus sacrifícios que não produziam perfeição, não
reconciliava o homem com Deus, não o tornava santo nem perdoava seus pecados; (Hebreus
10.8... Como acima diz: Sacrifício e oferta, e holocaustos e
oblações pelo pecado não quiseste, nem te agradaram (os quais se oferecem
segundo a lei), v.10.9... Então
disse: Eis aqui venho, para fazer, ó Deus, a tua vontade. Tira o primeiro, para
estabelecer o segundo.).
Obs.: OBLACÕES – Ação de ofertar, fazer uma oferenda, a Deus.
Na Liturgia. Momento dedicado pelo celebrante para ofertar os elementos
eucarísticos a Deus. Oferta feita nesse momento: oblata. Quaisquer oferendas ou
algo que pode ser ofertado; oferecimento.
Deus planejou mudar o sacerdócio para introduzir
Jesus Cristo como seu único sacerdote e sacrifício e a substituição das
instituições levitas pelo sistema do evangelho. Ainda meditando nos textos da
carta aos hebreus, especificamente nestes versículos, onde a palavra do Senhor assegura
que os sacerdotes Levíticos recebiam os dízimos segundo a lei (Hebreus 7.5—Pois os
que, de entre os filhos de Levi, recebem o sacerdócio, têm ordem, segundo a
lei, de tomar o dízimo do povo, isto é, dos seus irmãos, ainda que tenham saído
dos lombos de Abraão.), Porque através deles
(sacerdotes Levíticos) o povo recebeu a lei (Hebreus 7.11—Mas os
seus sentidos foram endurecidos, porque, até hoje, o mesmo véu está por
levantar na lição do velho testamento, o qual foi por Cristo abolido;) e mudando-se
o sacerdócio, necessariamente se faz também, mudança na lei (Hebreus
7.12), porque se a perfeição fosse pelo sacerdócio
Levítico (pelo qual o povo recebeu a lei), qual a necessidade do Senhor enviar
outro Sacerdote? A palavra não deixa sombra de dúvida que não só o
dízimo, mas toda a lei de Moisés foi por Cristo abolido. Se hoje, usarmos essa
lei que fora direcionada especificamente para os filhos de Levi, aos que receberam o sacerdócio do
Senhor Deus e aplicada ao povo, ela torna-se ilegítima, porque os “pastores” de
hoje não são sacerdotes levitas, e Jesus afirmou que a lei e os profetas
duraram até João, ref.: (Lucas 16.16—
A lei e os profetas duraram até João: desde então é anunciado o reino de
Deus, e todo o homem emprega força para entrar nele.), e
mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz mudança na lei (Hebreus 7.12).
Portanto, apenas esses três versículos 5,11 e 12 do
capítulo 7 da carta aos Hebreus, seriam suficientes para entendermos a abolição
de toda lei, e não falarmos mais em obras mortas como dízimo na era da Graça do
Senhor Jesus.
AQUI TOMAM DÍZIMOS... HOMENS
QUE MORREM...
A nossa maior preocupação em relação aos pregadores
que tomam o dízimo dos fiéis, vem incidir sobre o versículo 8 do Capítulo 7 da Carta aos Hebreus, observem o porquê: Hebreus 7.8: Aqui certamente tomam dízimos homens que morrem; ali, porém, aquele de
quem se testifica que vive. Toda cautela no que diz a palavra:
Aqui tomam dízimos homens que morrem, ali aquele que se testifica que vive
(alusão ao Rei Melquisedeque).
No Evangelho de Mateus 22.32—Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de
Isaac, e o Deus de Jacob? Ora Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos. O Senhor
Jesus Cristo afirma que Deus, é Deus dos vivos e não é Deus dos mortos, e a
palavra diz que aqui tomam dízimo homens que morrem, no que está legitimado no Evangelho
de João 11.26... Disse Jesus: “Todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá”. Essa afirmativa do Senhor é mais uma
evidência que nos faz entender que, os que tomam o dízimo não creem em Jesus,
porque a palavra está dizendo que morrem os que assim procedem, tomando o
dízimo do povo, voltam a viver as ordenanças da lei de Moisés que fora por
Cristo abolida.
Diante da
Palavra de Deus, até onde recebemos entendimento, dar e receber dízimo é obra
morta, ou seja, obra da justiça da Lei do Velho Testamento. Crer e viver por
essa prática é estar sem a graça de Deus, pois assim explica a Bíblia. Estar
sem a graça de Deus, é estar morto. Certamente que, sem Cristo e, cumprindo e
se justificando pela lei, qualquer homem ainda não tem a vida eterna, tanto o
que dá e, também, o que recebe o dízimo. Pois a palavra afirma que nenhuma alma
será justificada diante d’Ele pelas obras da lei (Romanos 3.20... Por isso, nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da
lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado. 21... Mas agora se manifestou, sem a lei,
a justiça de Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas, Porque todos pecaram e
destituídos estão da glória de Deus; 22... Isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo, para todos e sobre
todos os que crêem; porque não há diferença; 23... Porque
todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; 24... Sendo justificados gratuitamente, pela sua graça, pela redenção que há
em Cristo Jesus, 25... Ao qual Deus propôs para
propiciação, pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão
dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus;
26... Para demonstração da sua justiça, neste tempo
presente, para que ele seja justo, e justificador daquele que tem fé em Jesus. 27... Onde está, logo, a jactância? É excluída. Por qual lei? Das obras? Não;
mas pela lei da fé. 28... Concluímos, pois, que o homem é
justificado pela fé, sem as obras da lei. – Gálatas 2.16).
CONSIDERAÇÕES
FINAIS...
2 Coríntios 9.13; visto como, na prova desta
ministração, eles glorificam a Deus pela submissão que confessais quanto ao
evangelho de Cristo, e pela liberalidade da vossa [contribuição] para eles, e
para todos;
No Evangelho de Cristo, não há ordenança para se
tomar o dízimo ou para se cumprir qualquer outro rito da lei. Jesus nos deu um
Novo Mandamento, mandou pregar o seu Evangelho, ordenou amar a Deus acima de
todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, isto é, com caridade, e não estipulou
percentual ou limite. Ao contrario do que se prega hoje em nossas igreja,
Cristo nos concedeu liberdade para contribuirmos e diz ainda que quanto mais
você der, mais você receberá.
Em Mateus
10.42—E qualquer que tiver dado só que seja,
um copo de água fria, a um destes pequenos, em nome de discípulo, em verdade
vos digo que, de modo algum perderá o seu galardão. (Mateus 19.21—Disse-lhe
Jesus: Se quiseres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres,
e terás um tesouro no céu; e vem, e segue-me.); e quando
Zaqueu lhe disse que daria até a metade de seus bens aos pobres, Ele não confirmou a necessidade desse
procedimento (Lucas 19.8—E,
levantando-se Zaqueu, disse ao Senhor: Senhor, eis que dou aos pobres, metade
dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo
quadruplicado. 9—E
disse-lhe Jesus: Hoje veio a salvação a esta casa, pois também este é filho de
Abraão.), disse apenas: Zaqueu, hoje
veio salvação a esta casa.
Muitos saem em defesa do dízimo afirmando: Mas o Dízimo é bíblico (Número 18.21 a 26).
Certamente, como também é bíblico: A circuncisão (Gênesis 17.23 a 27), o sacrifício de animais em holocausto (Levítico Capítulos do 1 até 6.8-13), a
santificação do sábado (Levítico 23.3),
o apedrejamento de adúlteros (Levítico 20.10
e Deuteronômio 22.22), etc. Dizimo é bíblico, mas pela ordenança da lei
que Moisés introduziu ao povo.
Então porque hoje não cumprem a lei na sua
totalidade, ao invés de optarem exclusivamente pelo dízimo? Querem o
dízimo porque é a garantia de renda líquida e certa todos os meses
nos cofres das igrejas mesmo sabendo que estão fazendo que seus fiéis sejam
condenados pela maldição imposta aos comprimentos das leis mosaicas.
O que também é bíblico! E que o homem ainda não se
conscientizou, é uma grande divisão existente na Palavra, separando a Velha
Aliança; do Novo Mandamento do Senhor Jesus; o qual testifica a doutrina para
salvação (I Coríntios 15.1— TAMBEM vos notifico, irmãos, o evangelho
que já vos tenho anunciado; o qual também recebestes, e no qual também
permaneceis. 2—Pelo
qual, também, sois salvos, se o retiverdes tal como vo-lo tenho anunciado, se
não é que crestes em vão.). Porém hoje, qualquer esforço para voltar à
lei de Moisés que Cristo desfez na cruz é anular o sacrifício do
cordeiro de Deus e reconstruir o muro por Ele
derrubado (Efésios 2.13—Mas
agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo
chegastes perto. 14—Porque
ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de
separação que estava no meio,15—
Na sua carne, desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que
consistia em ordenanças, para criar, em si mesmo, dos dois, um novo homem, fazendo
a paz).
Apocalipse 5.9: Porque foste morto, e com o teu sangue
compraste para Deus homens de todas as tribos, e línguas, e povos, e nações. Portanto
irmãos, o preço pela nossa salvação, o Senhor Jesus Cristo já pagou e foi o
mais alto preço, com o seu sangue inocente na Cruz. O Senhor ainda alerta: Fostes comprados por bom preço, não vos façais servos de homens (I Coríntios 7.23).
O porquê do dizimo em nossos dias?
O dízimo hoje é remanescente por razões óbvias:
Primeiramente, pela contribuição dos que arcam com essa pesada carga
tributária. Outra presunção vem por parte dos que são beneficiados pelos
dízimos, esses incorrem no erro pela ausência de entendimento espiritual da
palavra de Deus não diferenciando a lei de Moisés feita de ordenanças simbólicas
e rituais, com a Graça e a verdade do Senhor Jesus Cristo, ou mesmo consciente
da abolição dessa prática, assumem o risco dolosamente na desobediência à
palavra do Senhor. Porem seja por uma ou por outra razão, o homem querendo ou
não, aceitando ou não, o dízimo, como toda a lei cerimonial do Antigo
Testamento, foi por Cristo abolida pela aspersão do seu sangue na cruz do
Calvário: (Lucas 16.16—
A lei e os profetas duraram até João: desde então é anunciado o reino de
Deus, e todo o homem emprega força para entrar nele. Romanos 10.4— Porque o fim da lei é Cristo, para
justiça de todo aquele que crê.
Efésios 2.15— Na sua carne, desfez a inimizade, isto
é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar, em si mesmo,
dos dois, um novo homem, fazendo a paz, II
Coríntios 3.14—Mas os seus sentidos foram endurecidos, porque, até hoje,
o mesmo véu está por levantar na lição do velho testamento, o qual foi por
Cristo abolido; Hebreus 7.12—
Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz, também, mudança
da lei. 18—
Porque o precedente mandamento é abrogado (Anulado, suprido,
revogado), por causa da sua fraqueza e inutilidade, 19— (Pois a lei nenhuma coisa aperfeiçoou),
e, desta sorte, é introduzida uma melhor esperança, pela qual chegamos a Deus.).
O sacerdócio Levítico
imperfeito e exercido por homens pecadores e foi substituído pelo sacerdote
perfeito, o filho de Deus. Cristo é um sacerdote perfeito porque é totalmente
justo. Precisou morrer uma só vez como sacrifício pelos nossos pecados.
Permanece como nosso sacerdote eterno diante de Deus no céu, e vive para
sempre. Por isso, Ele pode salvar completamente e para sempre todos aqueles que
por Ele se chegam a Deus. Cristo vive no céu na presença do Pai intercedendo por todos os seus
seguidores, individualmente de acordo com a vontade do Pai.
Gálatas 5.14:
Porque toda a
lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amaras
ao teu próximo com a ti mesmo.
Esta apostila é dedicada há meus Cinco filhos; Nícolas,João Vinícius,
Eduarda, João Victor e Joshua Barbosa que são presentes de Deus na minha vida e
também à filha do Deus altíssimo In memoriam Erci de Oliveira Barbosa, filha do
Deus Supremo que foi levada para a glória purificada no sangue do cordeiro para
junto do Pai.
João 4.23...
Mas a hora vem, e agora é, em que os
verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai
procura a tais que assim o adorem.
By Sidnei Barbosa
Nenhum comentário:
Postar um comentário