sexta-feira, 18 de maio de 2018

Dizimo do Senhor




DÍZIMO DO SENHOR

Benção ou Maldição?





  

SABEDORIA GERA CONHECIMENTO... CONHECIMENTO GERA LIBERTAÇÃO...

ESTUDANDO AS SANTAS ESCRITURAS

By Sidnei Barbosa



. . . D Í Z I M O . . .



A Bíblia é uma ferramenta essencial na vida do cristão, mas infelizmente o mundo esta ofuscando a verdade e minimizando o tempo para lermos as Santas Escrituras. O nosso cotidiano nos afasta de Deus a cada dia, e nossos compromissos nos deixa exaustos e sem tempo para ler. Mas na verdade tudo isso faz parte de um plano demoníaco de afastar o homem de Deus e nos deixando a mercê dos lobos em pele de cordeiro

Vamos agora iniciarmos um estudo completo a cerca do Dízimo recolhido hoje em nossas igrejas. As Palavras de Deus diz que nós erramos por não conhecermos as Santas Escrituras que nosso Pai Celeste nos enviou.

Dízimo... Imediatamente você poderá imaginar!... “Dez por cento dos meus rendimentos” para os cofres da igreja.  Mas, será que Deus ainda exige que pratiquemos esta ordenança do Antigo Testamento (da qual foi instituído o dízimo), mesmo depois do sacrifício do Senhor Jesus para remir o homem do pecado?  Sim ou Não? Vamos conhecer a verdade que envolve esta ordenança chamada “dízimo”.

Para entendermos melhor este assunto, devemos esquecer tudo que nós aprendemos pela boca dos homens e abrir a mente para a Palavra de Deus a fim de entender o que é Lei? Quem vive debaixo das leis dos mandamentos? E em que tempo vivemos? E o que é Graça? Ao entendermos estes pontos estaremos obedecendo a um dos mandamentos de Cristo! Que é!... “Manejar bem as escrituras”. João 5.39... Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam.



Segundo os registros bíblicos, podemos observar dois concertos; um destes concertos; é a “LEI” dada por Deus há Moisés; e o outro é a “GRAÇA” trazida por Jesus e nos revelando o evangelho...



Há primeira (a lei)... Imposta por Deus aos pecadores injustos e que foi abolida por Cristo. O apóstolo Paulo nos diz que a Lei fez o papel de aio para conduzir-nos a Cristo. “Aio” era o professor grego (pedagogo) que se encarregava do ensino e da tutela das crianças numa família de posses naquela época do NT. Enquanto menores, as crianças estavam sob a responsabilidade do “aio” e havia o medo de desagradá-lo. Quando o menino atingisse a maioridade, então deixaria o professor e prosseguiria, agora, num relacionamento com o pai, na condição de filho, entretanto com maturidade, assumindo o seu lugar na família.



Quando Jesus veio e morreu em nosso lugar na cruz do Calvário, Ele levou sobre si as nossas culpas e nos justificou perante a justiça de Deus. Ele nos concedeu uma nova vida e nos capacitou para vivermos em santidade em sua presença, dando-nos o seu Espírito Santo para habitar em nós.



A Lei, em si mesma, é boa, justa e santa, mas o homem não foi capaz de cumpri-la por seu esforço próprio. Somente o Espírito Santo pode nos capacitar para viver uma vida reta em santidade na presença de Deus.  



Há segunda (a graça)... Dada gratuitamente aos homens que aceitaram a justiça de Deus somente pela fé em Jesus Cristo. “Uma não pode conviver com a outra senão quebra o concerto e anula as promessas que é somente pela fé”.



(II Coríntios 13.5... Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis, quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados.). Estas são umas das últimas perguntas que Paulo faz em II Co 13.5...  – e se nós fizermos este teste final com a nossa fé? Será tão fácil descobrir uma fé falsa quanto uma moeda falsificada. Se Jesus Cristo estiver em nós, então somos uma nova criatura. Nós temos a natureza e o poder, a menos que estejamos reprovados.



Examinai-vos... Permanecem-se na fé... Nenhum conhecimento é tão importante para o CRISTÃO como a certeza de que tem a vida eterna. Todos os cristãos professos devem examinar a si mesmos para ver se a sua salvação é uma realidade presente. Ref.: João 17.3—E a vida eterna é esta; que te conheçam, a ti só, único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.



No tocante a justiça: A justiça do homem e a de Deus – “E seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus, pela fé“Filipenses 3.9 – E seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé;. A fé nos abre o entendimento para entendermos a real mensagem da cruz. A justiça e a sabedoria de Deus vem até nós através de Cristo, ou seja pela Graça, a saber pelo Evangelho de Cristo e não pela palavra e sabedoria dos homens.



A justiça do crente consiste, em primeiro lugar, em ser perdoado do pecado, justificado e aceito por Deus, mediante a fé e não pela lei (Torah “lei mosaica”). “Não aniquilo a graça de Deus; porque, se a justiça provém da lei segue-se que Cristo morreu debalde, ou seja; em vão”. (Gálatas 2.21) – A lei praticada por Cristãos anula o sacrifício de Cristo. Se a justiça, justificação, ou salvação viessem da lei, então a morte de Cristo seria inútil. Já que elas não vêm de forma alguma da lei, mas pela morte de Cristo, então sua morte foi uma necessidade e a lei é inútil no que diz respeito à salvação.



No livro destinado por Deus aos romanos e redigido por Paulo por volta do ano 57 d.C. nos diz: (Romanos 3.21—Mas agora se manifestou, sem a lei, a justiça de Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas, v.22—Isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo, para todos e sobre todos os que creem; porque não há diferença;). (Romanos 10.4) “Porque o fim da lei é Cristo para a justiça de todo aquele que crê”. Segundo Paulo e descrito em Romanos, a lei se encerra em Cristo que a cumpriu ao se entregar como sacrifício real do qual os sacrifícios da lei eram meras tipologias. A lei foi nosso professor para nos conduzir a Cristo e foi acrescentada por causa da transgressão e para aprendermos oque é pecado, até que Cristo viesse fazendo o pecador perceber sua necessidade de salvação.

Porém, antes de nos aprofundarmos em nosso estudo vamos definir o que é “lei” no Antigo Testamento e o que significa as palavras dízimo, dízima e dizimar.



A palavra Torah, traduzida por lei, significa propriamente uma direção, que era primitivamente um ritual. Usa-se o termo, nas Escrituras, em diversas acepções, segundo o fim e conexão da passagem em que ele ocorre. Por exemplo, algumas vezes designa a revelada vontade de Deus (Salmos 1.2... Antes, tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. 19.7... A lei do Senhor é perfeita e refrigera a alma; o testemunho do Senhor é fiel e dá sabedoria aos símplices. 119; Isaías 8.20... À Lei e ao Testemunho! se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva. 42.12... Deem glória ao Senhor, e anunciem o seu louvor nas ilhas. Jeremias 31.33... Mas este é o concerto que farei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.). Também significa a instituição mosaica, como distinta do Evangelho (Matheus 11.13Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João. 12.5 Ou não tendes lido na lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado, e ficam sem culpa? João 1.17Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo. Atos dos Apóstolos 25.8 Mas ele, em sua defesa, disse: Eu não pequei em coisa alguma contra a lei dos judeus, nem contra o templo, nem contra César.), e por isso frequentes vezes se considera a lei de Moisés como sendo a religião dos judeus (Matheus 5.17Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim abrogar, mas cumprir.).



Aos Hebreus 9.19—(Porque, havendo Moisés anunciado a todo o povo todos os mandamentos segundo a lei, tomou o sangue dos bezerros e dos bodes, com água, lã purpúrea e hissope (Instrumento com que asperge água benta aos fiéis), e aspergiu tanto o mesmo livro como todo o povo; 10.28Quebrantando alguém a lei de Moisés, morre, sem misericórdia, só pela palavra de duas ou três testemunhas.).



Outras vezes, num sentido mais restrito, significa as observâncias ritualísticas ou cerimoniais da religião judaica (Efésios 2.15Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos); Aos Hebreus 10.1PORQUE, tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios, que continuamente se oferecem, cada ano, poderá aperfeiçoar os que a eles se chegam.).

Observação: Ordenança = Lei, ordem, obrigação...

Ao aterem à carta de Paulo aos Coríntios eles como nós nos dias atuais, ignoramos o que esta escrito; e com isso serramos nossos olhos para a luz de Cristo. Eles como nós ficamos cegos para o fato de que a antiga aliança foi revogada e abolida. Muitos Cristãos estão igualmente cegos para o fato de que a antiga aliança foi revogada e abolida. (II Coríntios 3.14 — Mas os seus sentidos foram endurecidos, porque, até hoje, o mesmo véu está por levantar na lição do velho testamento, o qual foi por Cristo abolido;) – veja, Jesus cumpriu todas as leis do velho testamento, e não há contradição quando diz em Mateus 5.17...: “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim ab-rogar(tirar), mas cumprir”... Jesus falava d’Ele, pois ele cumpriu toda a lei por nós, porque para nós era impossível cumpri-las, são mais de 600 (seiscentas) leis, e só Deus pôde cumpri-las.

Observação: Quem permanece na obediência a lei, acaba vivendo debaixo de maldição, e tem ao Senhor Deus como mentiroso, pois ele afirmou que é impossível para o homem cumpri-las. Veja:Todos aqueles, pois que são das obras da lei estão debaixo da maldição, porque escrito está: maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las (Gálatas 3.10). “conforme a mais severa seita da nossa religião vivi fariseu” (Atos 26.5... Sabendo de mim, desde o princípio (se o quiserem testificar), que, conforme a mais severa seita da nossa religião, vivi fariseu. segundo registros no livro do Senhor que fora registrado por Lucas, diz que; Lucas sendo judeu, viveu e vivem dentro de uma seita e na lei, portanto debaixo de maldição.

Observação: Há permanência e a obediência de qualquer uma lei do velho testamento; implicará em maldição pra vida do seguidor, pois Cristo veio para cumprir toda a lei que para o homem era impossível. Se seguir uma destas leis, e não as outras, implicará em maldição. Se aderir a uma a pessoa deve cumprir as mais de 600 leis existentes no Antigo Testamento.

Vejamos: Qual é o significado das palavras Dizimo; Dizima e dizimar; em consulta aos dicionários da língua portuguesa.  

*Dízimo: A décima parte.

*Dízima: Contribuição ou imposto equivalente à décima parte dos rendimentos.

*Dizimar: Destruir, exterminar.



Ao lermos os textos bíblicos e históricos do velho testamento, veremos que dízimo é a décima parte (de qualquer coisa) menos dos seus rendimentos. Porque a fração equivalente a dez por cento dos rendimentos chama-se dízima. Porque então os pregadores pedem dízimo? A confusão começa por aí, porque na lei de Moisés, a qual foi por Cristo abolida (Hebreus 7.12,18,19), o dízimo nunca foi dinheiro para os cofres das igrejas. Os dízimos aos levitas eram dez por cento das colheitas dos grãos, dos frutos das árvores e da procriação de animais que nasciam no campo em um determinado período. Resumindo: O dízimo era alimento destinado a suprir as necessidades dos levitas que não tinham parte nem herança na terra prometida.



Observemos um exemplo e uma prova escrita que dizimo não é; e nunca foi dinheiro:



Deuteronômio 14.24E, quando o caminho te for tão comprido que os não possas levar os dízimos, por estar longe de ti o lugar que escolher o Senhor, teu Deus, para ali pôr o seu nome, quando o Senhor, teu Deus, te tiver abençoado, 25—Então vende-os, e ata o dinheiro na tua mão, e vai ao lugar que escolher o Senhor, teu Deus; 26—E aquele dinheiro darás por tudo o que deseja a tua alma, por vacas, e por ovelhas, e por vinho, e por bebida forte, e por tudo o que te pedir a tua alma: come-o ali, perante o Senhor, teu Deus, e alegra-te, tu e a tua casa 27—Porém, não desampararás ao levita que está dentro das tuas portas; pois não tem parte nem herança contigo.



Considere a profundidade do texto bíblico onde o Senhor evidencia que, se o lugar que escolheu o Senhor teu Deus, para levar o seu dízimo, for tão longe que não os possa levar, Ele instruiu, que o seu dízimo deveria ser vendido, e o dinheiro atado na tua mão, (observe que não é na mão de nenhuma outra pessoa), ir ao lugar que escolheu o Senhor, e comprar o que a tua alma desejar, para ali fazer habitar o nome do Senhor Deus. Portando amados, se o dízimo fosse dinheiro, o Senhor não iria mandar vender o que já era espécie.



O dízimo na lei de Moisés nunca foi oferecido da forma como está sendo feito hoje, porque   o dízimo foi destinado para suprir as necessidades dos levitas, mas hoje, não há mais a personagem representativa do levita entre nós. Porém, alguém poderá apontar para Malaquias 3.10 tentando justificar que fora ordenado ao dízimo, ser levado para casa do tesouro. E na verdade foi, pois é Lei e Lei deve ser cumprida. E mais; na época o descumprimento da lei tinha uma punição é era a morte.



No entanto se meditarmos nos livros de II Crônicas 31.5-12 e Neemias 12.44-47. Vamos entender melhor o porquê Malaquias mandou levar o dízimo a casa do tesouro.



Disse o Senhor: Para que haja mantimento na minha casa. E o que é mantimento? Aquilo que mantém provisão, sustento, comida, dispêndio, gênero alimentício, etc. Ainda em II Crônicas 31.13-19, a lei menciona que o dízimo era partilhado às comunidades dos levitas que trabalhavam nas tendas das congregações, segundo o ministério que cada um recebera do Senhor. 

Hoje o dízimo está sendo direcionado para o líder ou para o dono da igreja, para bancar televisões, empresas, casas, carros, Iates, etc... Como também a cúpula de organizações religiosas, onde ninguém mais sabe a que fim se destina esse montante. Enfim, o dízimo não foi criado para assalariar o dirigente da igreja ou para prover as despesas pessoais desses, nem tão pouco para realizar obras missionárias ou para construir templos.



OS DÍZIMOS ANTES DA LEI...



O DÍZIMO DE ABRAÃO - Gênesis 14.18-20: Abraão deu o dízimo dos despojos da guerra ao Rei Melquisedeque, sacerdote do Deus altíssimo, e foi por ele abençoado, por sua voluntariedade.



O DÍZIMO DE JACÓ - Gênesis 28.20-22: Jacó fez um voto ao Senhor, prometendo dizimar tudo quanto ganhasse se em sua jornada fosse por Ele protegido e abençoado.

         

Em ambos os acontecimentos, não há registro na palavra que tenha havido ordenanças para entregar a dízima ou dizimo. Especificamente nesses casos, os dízimos foram oferecidos de forma voluntária, espontânea, ou por voto, em retribuição e agradecimento, honra e glória ao Senhor Deus, pelas bênçãos recebidas e pelas vitórias conquistadas.



E podemos tomar como exemplos estas iniciativas e fazermos o mesmo na casa do Senhor hoje; na forma de voto ao Senhor de entregar 10% das suas rendas aos cofres da igreja como oferta especial e mensal. Sem obrigações e sem medo. O pregador que chama um Cristão da nossa era de ladrão está ofendendo e julgando o irmão e pagará caro por essa mentira.



Assim sendo, hoje não se pode tomar como exemplo Abraão e Jacó, como fundamento para implantá-los como regra geral de doutrina na igreja, com o propósito de receber bênçãos e salvação, em nome de uma lei que fora por Cristo abolido. A salvação é individual e depende da sinceridade do coração de cada um.



O DÍZIMO PELA LEI...



Números 18.21-26: O pagamento do dízimo foi ordenado pela lei do Antigo Testamento, e tinha caráter de caridade, pois a sua principal finalidade era suprir as necessidades dos Levitas que não tinham parte nem herança na terra prometida, e também dos estrangeiros, órfãos e viúvas. Mesmo hoje com a obrigatoriedade do “Dízimo”, ainda sim pedem alimentos para confecção de cestas básicas.



Deuteronômio 14.29: Então virá o levita (pois nem parte nem herança têm contigo), e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva que estão dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ão; para que o Senhor teu Deus te abençoe em toda a obra das tuas mãos que fizeres.



Está na palavra, o dízimo foi criado por Deus, com a finalidade exclusiva aos Levitas e como caridade aos necessitados, hoje é empregado para outros fins, diverso daquele que o Senhor ordenou. Mas, ainda que os dirigentes das igrejas revertessem todo tributo dos dízimos e ofertas em obras sociais, ainda não estavam em conformidade com a palavra do Senhor, pelo fato do dízimo ter sido abolido por Jesus juntamente com toda lei mosaica.



Ref.: (Hebreus 7.5—Pois os que, de entre os filhos de Levi, recebem o sacerdócio, têm ordem, segundo a lei, de tomar o dízimo do povo, isto é, dos seus irmãos, ainda que tenham saído dos lombos de Abraão. 6—Mas aquele, cuja genealogia não é contada entre eles, tomou dízimos de Abraão, e abençoou o que tinha as promessas. 7—Ora, sem contradição alguma, o menor é abençoado pelo maior. 8—E aqui, certamente, tomam dízimos homens que morrem; ali, porém, aquele de quem se testifica que vive. 9—E, por assim dizer, por meio de Abraão, até Levi, que recebe dízimos, pagou dízimos. 10—Porque, ainda ele estava nos lombos do seu pai, quando Melquisedeque lhe saiu ao encontro. 11—De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade havia, logo, de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e não fosse chamado segundo a ordem de Aarão? 12Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz, também, mudança da lei.



A caridade ou amor ao próximo é algo muito profundo, individual e intransferível, é uma obra entre você e o Senhor teu Deus. Ref.: Mateus 6.1—GUARDAI-VOS de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles: aliás não tereis galardão junto do vosso Pai que está nos céus. 2—Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. 3—Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita; 4—Para que a tua esmola seja dada ocultamente: e teu Pai, que vê em segredo, te recompensará publicamente.



Outro detalhe interessante que precisamos observar é: quando o dízimo foi instituído pela lei (Números 18.20—Disse, também, o Senhor a Aarão: Na sua terra, possessão nenhuma terás, e no meio deles, nenhuma parte terás: eu sou a tua parte e a tua herança, no meio dos filhos de Israel. 21—E eis que aos filhos de Levi tenho dado todos os dízimos em Israel por herança, pelo seu ministério que exerce, o ministério da tenda da congregação. 22—E nunca mais os filhos de Israel se chegarão à tenda da congregação, para que não levem sobre si o pecado, e morram. 23—Mas os levitas administrarão o ministério da tenda da congregação, e eles levarão sobre si a sua iniquidade: pelas vossas gerações, estatuto perpétuo será; e no meio dos filhos de Israel, nenhuma herança herdarão. 24— Porque os dízimos dos filhos de Israel, que oferecerem ao Senhor em oferta alçada, tenho dado por herança aos levitas; porquanto eu lhes disse: No meio dos filhos de Israel, nenhuma herança herdará.

Com a finalidade de manter os filhos de Levi que administravam o ministério nas tendas das congregações, os quais não receberam parte nem herança na terra prometida, (Números 18.24”b”), o Senhor declarou que os filhos de Levi não teriam nenhuma herança no meio dos filhos de Israel. Como também foram ordenadas as demais tribos de Israel, que dizimassem aos Levitas, o necessário para a manutenção cotidiana, porque não possuíam nenhuma herdade. Hoje, a situação está a revés da Palavra, os trabalhadores, a maioria deles assalariados, ofertam o dízimo para os que vivem sem trabalhar, e em abundância de bens.



O DÍZIMO NO EVANGELHO DE CRISTO...



No Evangelho de Cristo e redigido por Marcos 16. 15—disse Jesus: Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda à criatura. 16—Quem crer e for batizado, será salvo, mas quem não crer será condenado.



Observem que o Senhor Jesus mandou pregar o Evangelho; para que crendo, recebamos a salvação (I Coríntios 15.1TAMBEM vos notifico, irmãos, o evangelho que já vos tenho anunciado; o qual também recebestes, e no qual também permaneceis. 2—Pelo qual, também, sois salvos, se o retiverdes tal como vo-lo tenho anunciado, se não é que crestes em vão).



Esse foi o propósito do Senhor ao oferecer o seu sangue em sacrifício vivo. E onde está a ordenança para o dízimo, senão no Antigo Testamento?  Porque então o homem persiste em pregar e manter as ordenanças da lei, as quais foram por Cristo, abolidas? Pregar a velha aliança é exumar uma lei sucumbida e mutilar o Evangelho de Cristo, sobrecarregando as ovelhas do pesado fardo que Cristo levou sobre si. No Evangelho de Cristo Ele nos ensina a exercitar a piedade, nos ensina a orar, a jejuar (Mateus 6.1 a 18), e uma infinidade de outros ensinamentos, porém nas duas únicas vezes que Ele referiu-se aos dízimos, foi com censura.



Vejamos:



Mateus 23.23... “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas e não omitir aquelas



Fica claro neste versículo que o dizimo é uma ordenança da lei. Alguém poderá considerar que Jesus ordenou que se dizimássemos, porque Ele disse: Deveis fazer estas coisas. Vamos buscar o entendimento espiritual na palavra do Mestre: Jesus era um judeu, nascido sob a lei (Gálatas 4.4—Mas, vindo à plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei). Portanto, viveu Jesus na tutela da lei de Moisés, reconhecendo-a, e disse dessa forma, pela responsabilidade de cumprir a lei.



Vejamos: O relato de Jesus em Mateus 5.1... “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim abrogar, mas cumprir”. 18—Porque, em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido.



E verdadeiramente Ele cumpriu toda a lei.  Foi circuncidado aos oito anos, foi dizimista, foi apresentado na sinagoga (Lucas 2. 21-24), assumiu o seu sacerdócio aos trinta anos (Lucas 3.23, Números 4.43, 47), curou o leproso e depois o mandou apresentar ao Sacerdote a oferta que Moisés ordenou (Mateus 8.4—Disse-lhe, então, Jesus: Olha, não o digas a ninguém, mas, vai, mostra-te ao sacerdote, e apresenta a oferta que Moisés determinou, para lhes servir de testemunho. Levítico 14.1...), e cumpriu outras formalidades cerimoniais da lei.



Porém, quando Cristo rendeu o seu espírito a Deus na cruz do calvário, tudo se fez novo, apartir daquele momento mudavasse o sacerdócio. (Mateus 27.50—E Jesus, clamando outra vez com grande voz, rendeu o espírito, 51— E eis que o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo; e tremeu a terra, e fenderam-se as pedras.), o véu do templo rasgou-se de alto a baixo.



Para entendermos de uma vez por todas a diferença entre Lei e Graça, devemos entender esta simbologia do véu... Este véu fazia a separação do santo lugar e o santo dos santos, este véu vedava o caminho à presença de Deus (Não temos certeza a que um côvado se compara em metros e centímetros, mas podemos supor que esse véu tinha mais ou menos 18 metros de altura). O historiador também nos diz que o véu tinha 12 cm de espessura, e que cavalos puxando o véu dos dois lados não podiam parti-lo. A narrativa no livro de Êxodo nos ensina que esse grosso véu era feito de material azul, roxo e escarlate e de linho fino torcido.


Com a morte de Cristo o véu se rasgou simbolizando a separação do velho e do novo, abrindo um caminho direto a Deus, abrindo passagem a todos os que creem em Cristo e não apenas os sacerdotes, mas todos nós passamos a viver pela graça do Senhor Jesus, encerrando-se ali, toda ordenança da lei de Moisés, dando inicio a uma nova era, à era da “Graça” através do Novo Testamento, o Evangelho da salvação do Senhor Jesus Cristo.



O que precisamos entender de uma vez por todas, que Cristo não veio a ensinar os Judeus a viverem bem a Velha Aliança, pois Jesus disse: (João 13.34— Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis.) E, se as justiças provem da lei, segue-se que Cristo morreu em vão (Gálatas 2.21—Não aniquilo a graça de Deus; porque, se a justiça provém da lei, segue-se que Cristo morreu debalde.).

Em Mateus 5.20 disse Jesus: Se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos céus. Observem que o Senhor Jesus Cristo mandou justamente os escribas e fariseus (os quais o Senhor sempre os tratava por hipócritas, falsos) que cumprissem a lei de Moisés, lei que ordenava o dízimo.



Nós porém, para herdarmos o reino dos céus, não podemos de forma alguma voltar no ritual da lei Mosaica como faziam os escribas e fariseus, com hipocrisia, mas precisamos exceder essa lei, a qual foi por Cristo abolida.   O amor, a graça e a paz do Senhor Jesus excede a lei de Moisés e todo entendimento humano.



A Segunda vez que o Senhor Jesus referiu-se ao dízimo, foi na Parábola do Fariseu e do Publicano (Lucas 18.9 a 14) e outra vez censurou os dizimistas. Tomou como exemplo um homem religioso, que jejuava duas vezes por semana e dizia ser dizimista fiel, porém, exaltava a si mesmo e humilhava um pecador que suplicava a misericórdia do Senhor.  Isso acontece hoje exatamente da mesma forma, muitos ainda exaltam-se dizendo: “Eu sou dizimista fiel”, mas nesta narrativa alegórica, o Senhor Jesus Cristo exemplificou que no Evangelho não há galardão para os dizimistas fieis, ao contrário; Jesus sempre os censurou. 



A ABOLIÇÃO DOS DÍZIMOS...



Hebreus 7.5: E os que dentre os filhos de Levi receberam o sacerdócio tem ordem, segundo a lei, de tomar os dízimos do povo, isto é, de seus irmãos, ainda que tenham saído dos lombos de Abraão. Observe, a palavra afirma que Moisés deu uma lei ao seu povo, a qual é direcionada aos filhos de Levi, especificamente aos que receberam sacerdócio para trabalhar nas tendas das congregações, os quais têm ordem segundo a lei de receber os dízimos dos seus irmãos.

Agora note o relato do versículo 11: Hebreus 7.11: De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade havia, logo, de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedec, e não fosse chamado segundo a ordem de Aarão? (Uma menção a Moisés, o qual introduziu a lei ao povo). Hebreus 7.12: Porque mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança na lei. Melquisedec não exigiu dizimo, ele aceitou o dízimo voluntario de Abraão. Da mesma forma deveria funcionar hoje nas igrejas, o cristão verdadeiro daria voluntariamente seus 10% sem retaliação ou sem medo de ser chamado de ladrão. No evangelho de Cristo diz: Cada um contribua, segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade, porque Deus ama ao que dá com alegria.



Mudança na lei e no sacerdócio... A ordem sacerdotal segundo Arão agora foi revogada, para dar lugar ao sacerdócio original que a precedeu – a ordem de Melquisedeque. Isto gerou necessidade de mudança na lei e a consequente abolição de todos os seus sacrifícios que não produziam perfeição, não reconciliava o homem com Deus, não o tornava santo nem perdoava seus pecados; (Hebreus 10.8... Como acima diz: Sacrifício e oferta, e holocaustos e oblações pelo pecado não quiseste, nem te agradaram (os quais se oferecem segundo a lei), v.10.9... Então disse: Eis aqui venho, para fazer, ó Deus, a tua vontade. Tira o primeiro, para estabelecer o segundo.).



Obs.: OBLACÕES – Ação de ofertar, fazer uma oferenda, a Deus. Na Liturgia. Momento dedicado pelo celebrante para ofertar os elementos eucarísticos a Deus. Oferta feita nesse momento: oblata. Quaisquer oferendas ou algo que pode ser ofertado; oferecimento.



Deus planejou mudar o sacerdócio para introduzir Jesus Cristo como seu único sacerdote e sacrifício e a substituição das instituições levitas pelo sistema do evangelho. Ainda meditando nos textos da carta aos hebreus, especificamente nestes versículos, onde a palavra do Senhor assegura que os sacerdotes Levíticos recebiam os dízimos segundo a lei (Hebreus 7.5—Pois os que, de entre os filhos de Levi, recebem o sacerdócio, têm ordem, segundo a lei, de tomar o dízimo do povo, isto é, dos seus irmãos, ainda que tenham saído dos lombos de Abraão.), Porque através deles (sacerdotes Levíticos) o povo recebeu a lei (Hebreus 7.11—Mas os seus sentidos foram endurecidos, porque, até hoje, o mesmo véu está por levantar na lição do velho testamento, o qual foi por Cristo abolido;) e mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também, mudança na lei (Hebreus 7.12), porque se a perfeição fosse pelo sacerdócio Levítico (pelo qual o povo recebeu a lei), qual a necessidade do Senhor enviar outro Sacerdote? A palavra não deixa sombra de dúvida que não só o dízimo, mas toda a lei de Moisés foi por Cristo abolido. Se hoje, usarmos essa lei que fora direcionada especificamente para os filhos de Levi, aos que receberam o sacerdócio do Senhor Deus e aplicada ao povo, ela torna-se ilegítima, porque os “pastores” de hoje não são sacerdotes levitas, e Jesus afirmou que a lei e os profetas duraram até João, ref.: (Lucas 16.16— A lei e os profetas duraram até João: desde então é anunciado o reino de Deus, e todo o homem emprega força para entrar nele.), e mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz mudança na lei (Hebreus 7.12).

Portanto, apenas esses três versículos 5,11 e 12 do capítulo 7 da carta aos Hebreus, seriam suficientes para entendermos a abolição de toda lei, e não falarmos mais em obras mortas como dízimo na era da Graça do Senhor Jesus. 



AQUI TOMAM DÍZIMOS... HOMENS QUE MORREM...



A nossa maior preocupação em relação aos pregadores que tomam o dízimo dos fiéis, vem incidir sobre o versículo 8 do Capítulo 7 da Carta aos Hebreus, observem o porquê: Hebreus 7.8: Aqui certamente tomam dízimos homens que morrem; ali, porém, aquele de quem se testifica que vive.  Toda cautela no que diz a palavra: Aqui tomam dízimos homens que morrem, ali aquele que se testifica que vive (alusão ao Rei Melquisedeque).



No Evangelho de Mateus 22.32—Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac, e o Deus de Jacob? Ora Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos. O Senhor Jesus Cristo afirma que Deus, é Deus dos vivos e não é Deus dos mortos, e a palavra diz que aqui tomam dízimo homens que morrem, no que está legitimado no Evangelho de João 11.26... Disse Jesus: “Todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá.  Essa afirmativa do Senhor é mais uma evidência que nos faz entender que, os que tomam o dízimo não creem em Jesus, porque a palavra está dizendo que morrem os que assim procedem, tomando o dízimo do povo, voltam a viver as ordenanças da lei de Moisés que fora por Cristo abolida.



Diante da Palavra de Deus, até onde recebemos entendimento, dar e receber dízimo é obra morta, ou seja, obra da justiça da Lei do Velho Testamento. Crer e viver por essa prática é estar sem a graça de Deus, pois assim explica a Bíblia. Estar sem a graça de Deus, é estar morto. Certamente que, sem Cristo e, cumprindo e se justificando pela lei, qualquer homem ainda não tem a vida eterna, tanto o que dá e, também, o que recebe o dízimo. Pois a palavra afirma que nenhuma alma será justificada diante d’Ele pelas obras da lei (Romanos 3.20... Por isso, nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado. 21... Mas agora se manifestou, sem a lei, a justiça de Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas,  Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; 22... Isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo, para todos e sobre todos os que crêem; porque não há diferença;  23... Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; 24... Sendo justificados gratuitamente, pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus, 25... Ao qual Deus propôs para propiciação, pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; 26... Para demonstração da sua justiça, neste tempo presente, para que ele seja justo, e justificador daquele que tem fé em Jesus. 27... Onde está, logo, a jactância? É excluída. Por qual lei? Das obras? Não; mas pela lei da fé. 28... Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, sem as obras da lei. – Gálatas 2.16).



CONSIDERAÇÕES FINAIS...



2 Coríntios 9.13; visto como, na prova desta ministração, eles glorificam a Deus pela submissão que confessais quanto ao evangelho de Cristo, e pela liberalidade da vossa [contribuição] para eles, e para todos;



No Evangelho de Cristo, não há ordenança para se tomar o dízimo ou para se cumprir qualquer outro rito da lei. Jesus nos deu um Novo Mandamento, mandou pregar o seu Evangelho, ordenou amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, isto é, com caridade, e não estipulou percentual ou limite. Ao contrario do que se prega hoje em nossas igreja, Cristo nos concedeu liberdade para contribuirmos e diz ainda que quanto mais você der, mais você receberá.



Em Mateus 10.42—E qualquer que tiver dado só que seja, um copo de água fria, a um destes pequenos, em nome de discípulo, em verdade vos digo que, de modo algum perderá o seu galardão. (Mateus 19.21—Disse-lhe Jesus: Se quiseres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, e segue-me.); e quando Zaqueu lhe disse que daria até a metade de seus bens aos pobres, Ele não confirmou a necessidade desse procedimento (Lucas 19.8—E, levantando-se Zaqueu, disse ao Senhor: Senhor, eis que dou aos pobres, metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado. 9—E disse-lhe Jesus: Hoje veio a salvação a esta casa, pois também este é filho de Abraão.), disse apenas: Zaqueu, hoje veio salvação a esta casa.



Muitos saem em defesa do dízimo afirmando: Mas o Dízimo é bíblico (Número 18.21 a 26). Certamente, como também é bíblico: A circuncisão (Gênesis 17.23 a 27), o sacrifício de animais em holocausto (Levítico Capítulos do 1 até 6.8-13), a santificação do sábado (Levítico 23.3), o apedrejamento de adúlteros (Levítico 20.10 e Deuteronômio 22.22), etc. Dizimo é bíblico, mas pela ordenança da lei que Moisés introduziu ao povo.



Então porque hoje não cumprem a lei na sua totalidade, ao invés de optarem exclusivamente pelo dízimo? Querem o dízimo porque é a garantia de renda líquida e certa todos os meses nos cofres das igrejas mesmo sabendo que estão fazendo que seus fiéis sejam condenados pela maldição imposta aos comprimentos das leis mosaicas.



O que também é bíblico! E que o homem ainda não se conscientizou, é uma grande divisão existente na Palavra, separando a Velha Aliança; do Novo Mandamento do Senhor Jesus; o qual testifica a doutrina para salvação (I Coríntios 15.1— TAMBEM vos notifico, irmãos, o evangelho que já vos tenho anunciado; o qual também recebestes, e no qual também permaneceis. 2—Pelo qual, também, sois salvos, se o retiverdes tal como vo-lo tenho anunciado, se não é que crestes em vão.). Porém hoje, qualquer esforço para voltar à lei de Moisés que Cristo desfez na cruz é anular o sacrifício do cordeiro   de Deus   e reconstruir o muro por Ele derrubado (Efésios   2.13—Mas agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto. 14—Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio,15— Na sua carne, desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar, em si mesmo, dos dois, um novo homem, fazendo a paz).



Apocalipse 5.9: Porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de todas as tribos, e línguas, e povos, e nações. Portanto irmãos, o preço pela nossa salvação, o Senhor Jesus Cristo já pagou e foi o mais alto preço, com o seu sangue inocente na Cruz. O Senhor ainda alerta: Fostes comprados por bom preço, não vos façais servos de homens (I Coríntios 7.23).



O porquê do dizimo em nossos dias?



O dízimo hoje é remanescente por razões óbvias: Primeiramente, pela contribuição dos que arcam com essa pesada carga tributária. Outra presunção vem por parte dos que são beneficiados pelos dízimos, esses incorrem no erro pela ausência de entendimento espiritual da palavra de Deus não diferenciando a lei de Moisés feita de ordenanças simbólicas e rituais, com a Graça e a verdade do Senhor Jesus Cristo, ou mesmo consciente da abolição dessa prática, assumem o risco dolosamente na desobediência à palavra do Senhor. Porem seja por uma ou por outra razão, o homem querendo ou não, aceitando ou não, o dízimo, como toda a lei cerimonial do Antigo Testamento, foi por Cristo abolida pela aspersão do seu sangue na cruz do Calvário: (Lucas 16.16— A lei e os profetas duraram até João: desde então é anunciado o reino de Deus, e todo o homem emprega força para entrar nele. Romanos 10.4— Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê. Efésios 2.15— Na sua carne, desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar, em si mesmo, dos dois, um novo homem, fazendo a paz, II Coríntios 3.14—Mas os seus sentidos foram endurecidos, porque, até hoje, o mesmo véu está por levantar na lição do velho testamento, o qual foi por Cristo abolido; Hebreus 7.12— Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz, também, mudança da lei. 18— Porque o precedente mandamento é abrogado (Anulado, suprido, revogado), por causa da sua fraqueza e inutilidade, 19— (Pois a lei nenhuma coisa aperfeiçoou), e, desta sorte, é introduzida uma melhor esperança, pela qual chegamos a Deus.).

O sacerdócio Levítico imperfeito e exercido por homens pecadores e foi substituído pelo sacerdote perfeito, o filho de Deus. Cristo é um sacerdote perfeito porque é totalmente justo. Precisou morrer uma só vez como sacrifício pelos nossos pecados. Permanece como nosso sacerdote eterno diante de Deus no céu, e vive para sempre. Por isso, Ele pode salvar completamente e para sempre todos aqueles que por Ele se chegam a Deus. Cristo vive no céu na presença do Pai intercedendo por todos os seus seguidores, individualmente de acordo com a vontade do Pai.   



Gálatas 5.14:

 Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amaras ao teu próximo com a ti mesmo.



Esta apostila é dedicada há meus Cinco filhos; Nícolas,João Vinícius, Eduarda, João Victor e Joshua Barbosa que são presentes de Deus na minha vida e também à filha do Deus altíssimo In memoriam Erci de Oliveira Barbosa, filha do Deus Supremo que foi levada para a glória purificada no sangue do cordeiro para junto do Pai.



 João 4.23...

Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.













By Sidnei Barbosa

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